05 dezembro, 2016

Mozart - Piano concerto No 21, Elvira Madigan - Best-of Classical Music

Passam hoje 225 sobre a morte de Wolfgang Amadeus Mozart. Nesse distante 5 de dezembro de 1791, faleceu Mozart em Viena. Não sendo eu um dos mais fervorosos adeptos da sua obra, reconheço a sua genialidade. Este Concerto para piano nº 21 é uma das suas obras que mais gosto.

23 novembro, 2016

O meu artigo de opinião n'O ALMEIRINENSE de 15 de agosto de 2016
TEMPOS DIFÍCEIS
A crise económica que a Europa e o Mundo atravessam e os cada vez mais escassos fundos disponibilizados por Bruxelas, tornam a tarefa dos autarcas de hoje manifestamente mais difícil e exigente que a dos seus antecessores. Por isso as autarquias estão hoje perante uma nova realidade: fazer omeletes com poucos ovos e, muitas vezes, sem nenhuns.
Foi perante esta nova realidade que o actual executivo camarário tomou conta dos destinos de Almeirim. Sabemos que este executivo herdou do anterior, também socialista, uma situação financeira equilibrada, sinal da sua inegável competência. Mas também não recebeu nenhum tesouro de moedas de ouro para esbanjar a bel-prazer. Recebeu, sim, um legado de competência e muita dedicação.
O facto é que, pelas dificuldades atrás referenciadas, não há margem para atender todas as solicitações, muito menos para obras emblemáticas. Bem gostaríamos de ter em Almeirim, mesmo a uma escala menor, um museu Guggenheim, uma Casa da Música ou que um arquiteto de renome mundial por cá deixasse assinatura. Mas se o sonho é essencial para a vida, a realidade obriga-nos a ter os pés bem assentes no terreno, e, mesmo assim, temos de ter a certeza que ele não é feito de areias movediças.
Mesmo em tempos difíceis o actual executivo camarário, de maioria socialista, já fez algumas obras, ou iniciou outras, de inequívoca importância para o futuro do concelho, fruto de uma adequada gestão dos recursos disponíveis. As inúmeras “pequenas obras” que se têm feito um pouco por todas as freguesias, são “grandes obras” para o bem-estar das suas populações. Nas de maior envergadura podemos salientar: a construção da nova ponte sobre a vala em Benfica do Ribatejo é o exemplo da preocupação com um setor vital na nossa economia, a agricultura; a remodelação do emblemático edifício das Escolas Velhas honra a memória da cidade e será um centro difusor da história do nosso concelho; a recuperação e melhoramento do estádio municipal, tão importante para o desenvolvimento dos nossos jovens desportistas; a circular urbana – que, a expensas da autarquia, vai avançando -, tão necessária para resolver o problema do trânsito caótico e perigoso que atravessa actualmente Almeirim.
Mas também há ideias para o futuro. Sonhos, portanto. A visão de futuro do executivo e em especial do seu presidente Pedro Ribeiro foi demonstrada com a compra muito vantajosa para a autarquia do terreno dos antigos celeiros. Esta área é de grande importância urbana porque, conjuntamente com os espaços verde e cultural da biblioteca e os dos jardins envolventes, e os desportivos com o parque desportivo e o pavilhão ABC, irá originar a um “continuum” espacial que promove a cidadania, embeleza e dignifica a cidade. No futuro os almeirinenses agradecerão.
Na cultura, e como Almeirim não é só sopa da pedra, é de referir em especial o Festival “Guitarra d’Alma” que, com o tempo, tem todas as potencialidades para ser uma referência nos eventos culturais nacionais.
Tempos difíceis, mas com esperança.
O meu artigo de opinião nO ALMEIRINENSE de 1 de julho de 2016
ALMEIRIM CIDADE ATRATIVA
Chama-se poder de atração de uma cidade à influência que ela exerce, através da sua oferta económica e cultural, sobre as populações de um determinado território, que pode ir muito além da sua área administrativa. Almeirim situada em plena lezíria do Tejo é, sem dúvida, um dos polos urbanos de maior atratividade desta sub-região.
É facilmente constatável, e observável, que a nossa cidade é fortemente atractiva para gentes de outros concelhos e freguesias limítrofes, como Alpiarça, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos e até mesmo de Santarém. São populações exteriores que regularmente procuram a oferta comercial da cidade (onde as grandes superfícies coexistem com um comércio local cada vez mais pujante e dinâmico), os serviços (banca, seguros, ensino, saúde…), o mercado mensal e outras actividades de cariz mais especializado.
Se estas atividades estendem o hinterland de Almeirim para territórios vizinhos, há dois setores que, para além da atratividade próxima, alargam a procura da cidade a níveis regionais e mesmo nacionais. Refiro-me ao desporto e à restauração. No que concerne à área desportiva Almeirim é uma urbe muito eclética e com um dinamismo invejável, assente nos diversos clubes e associações desportivas que possuímos. Basta ver o número de actividades e eventos que todos os fins-de-semana enchem a cidade. Como a maioria destas práticas se destinam a escalões etários de formação, trazem a Almeirim atletas das mais diversas regiões acompanhados de muitos familiares.
Mas é a restauração o sector que mais alarga a atração de Almeirim para o exterior, com enorme expressão a nível regional e nacional.
Almeirim e a Mealhada são dois dos grandes centros gastronómicos do país, e aqueles que mais atraem pessoas de todos os pontos, e que se deslocam, em muitos casos, com o fim único de usufruir das suas cozinhas. Só que em Almeirim a oferta é muito mais diversificada (temos a sopa da pedra, mas muito mais) e a relação preço/qualidade é muito melhor que a da Mealhada. A importância de Almeirim nesta área foi reconhecida pelo primeiro-ministro António Costa ao escolher Almeirim para assinalar o regresso do IVA da restauração aos 13%, essencial para um ainda maior progresso do sector.
Mas também é da mais elementar justiça referir que, embora o dinamismo de toda a sociedade almeirinense e a generosidade das suas gentes, sem o empenho e o apoio, a todos os níveis, do poder municipal, as dificuldades seriam muito maiores e muitos projectos ficariam eventualmente pelo caminho. A Câmara Municipal tem sido, nos últimos anos, incansável na promoção e desenvolvimento de sinergias que melhorem a qualidade de vida dos seus habitantes e promovam a cidade no exterior.
As gentes de uma terra e a qualidade daquilo que oferecem são fatores essenciais na formação da imagem que as pessoas têm de qualquer terra. Num hipotético ranking assente em parâmetros de credibilidade e boa imagem, tenho a certeza que Almeirim estará entre as melhores.

08 dezembro, 2015

25 fevereiro, 2015

As Cidades Invisíveis

Releituras.
"Em Cloé, a grande cidade, as pessoas que passam pelas ruas não se conhecem. Ao verem-se imaginam mil coisas umas das outras... Mas ninguém dirige uma saudação a ninguém, os olhares cruzam-se por um segundo e depois afastam-se, procurando novos olhares, não param. ... consumam-se encontros, seduções, ligações, cópulas, orgias, sem que se toquem com um dedo, quase sem se olharem. ... Cloé a mais casta das cidades. Se os homens e mulheres começassem a viver os seus efémeros sonhos, todos os fantasmas se tornariam pessoas com quem se poderia começar uma história de perseguições, de ficções, de malentendidos, de choques, de opressões, e assim acabaria o carrocel das fantasias." Italo Calvino, As Cidades Invisíveis.
Calvino, um eterno retorno, porque a ele, tal como a Jorge Luís Borges,estou sempre a regressar.

Beethoven e a Grécia

Num momento da história em que tanto se fala da Grécia, talvez não seja despropositado lembrar que o grande mestre também sobre ela compôs

14 fevereiro, 2013

OS CAVALOS TAMBÉM SE ABATEM.

É verdade que os cavalos também se abatem. Como se abatem os gatos e se abandonam os cães. Perde-se nos confins da memória da sociedade dos humanos o início da sua convivência com os animais que eles domesticaram: para ajuda na sua sobrevivência quotidiana, como arma de guerra e também como companhia. Mas também pelo amor que se tem a determinado animal porque encontramos nele a amizade impossível com alguns humanos e sentimos que na sua companhia, quase sempre, somos seres mais perfeitos. É sempre lamentável e triste que uma sociedade tenha de abater os seus animais domésticos, porque eles fazem parte integrante desta sociedade dos homens. Se isto acontece é porque a sociedade está, de alguma forma, doente. Multiplicam-se os abates de cavalos porque os donos não têm dinheiro para os sustentar nos tempos correntes. Segundo a imprensa em 2012 cerca de três mil tiveram esse triste destino. Parece que muitos se lamentam e choram pelo facto de terem sido forçados a mandar abater cavalos de pura raça lusitana. E isto é terrível por duas razões. Primeiro porque se destruiu a economia do país ao ponto de acontecerem situações destas. O cavalo lusitano deveria ser considerado e assumido por todos como património nacional. Em segundo lugar é lamentável que os donos antes de os enviarem para o matadouro, vendidos pelo preço da carne, não publicitem a intenção de os ceder por esse mesmo preço a quem esteja interessado em criá-los. Até aceito como hipótese que não aparecessem interessados, mas valia a pena o esforço desta última tentativa para salvar a vida dos animais de que tanto dizem gostar. Hoje mandam-se cavalos para o matadouro porque se tornaram um peso económico. Parece que uma sociedade pobre terá de ser uma sociedade sem cavalos. Nos tempos que se seguiram ao 25 de Abril de setenta e quatro os cavalos foram mandados para os matadouros por pseudo-revolucionários que viram neles sinais e manifestações de uma classe que era necessário também abater. Os inebriados revolucionários de então olharam para os cavalos e viram em todos eles o mesmo: símbolos de uma classe que oprimia o povo ¬– esse, andava de burro ou de muar – ao ponto de os puro-sangue lusitanos da coudelaria de Alter serem vendidos aos açougueiros de Badajoz. No pós-revolução Portugal era um país sem cavalos mas com muitos burros. Hoje a espécie asinina está em regressão, os cavalos abatem-se mas os burros de duas patas proliferam.

01 março, 2012

Recordar Chopin

Hoje é dia de recordar Chopin. Esta noite apetece-me ouvir Chopin pelas mãos de Maria João Pires.