14 julho, 2007

A tomada da Bastilha - 14 de Julho de 1789


Há precisamente 218 anos, no dia 14 de Julho de 1789 as massas revoltosas francesas tomaram a Bastilha, símbolo do regime Absolutista que governava o país. A Revolução Francesa tornou-se o paradigma da sociedade moderna e transformou radicalmente o modo como os homens se olhavam, até então, uns aos outros. O fim do poder absoluto e desumano do clero e da nobreza franceses foi o rastilho, que numa onda eufórica, se propagou pela maior parte da Europa e posteriormente alastrou ao resto do mundo.

A sociedade actual é herdeira desse movimento social radicalmente transformador. Mais que em qualquer outro caso pode dizer-se que a partir de 1789 nada ficou como antes. Foi a fonte da maior transformação social da história das sociedades. O Homem finalmente ocupava o seu lugar na sua própria história e foi-lhe concedido um primeiro direito, que até ali lhe tinha sido usurpado — o direito ao sonho, ao sonho expresso livremente e sem medo. Todas as utopias seriam possíveis. Muitas passaram a realidades tão marcantes na sociedade actual que a muitos é difícil imaginar que há pouco mais de duzentos anos elas eram completamente proibidas ou só permitidas a uns poucos.


Beethoven: pintado por Joseph Karl Stieler – imagem retirada da Wikipédia

Beethoven foi um amante e seguidor dos ideais humanistas da Revolução Francesa. A sua obra, com destaque para as suas nove sinfonias, espelha a elevação do Homem acima de quaisquer formas de limitação da liberdade, fossem físicas, sociais, económicas ou espirituais.. A 3ª Sinfonia, dita “Heróica” foi inspirada nos ideais saídos da Revolução Francesa e Beethoven que inicialmente a dedicara a Napoleão Bonaparte, retirou-lhe a dedicatória quando este se proclamou imperador. A 9ª Sinfonia, foi consagrada como o hino da Comunidade Europeia
Se tiverem tempo e disponibilidade psíquica, ouçam



No dia de hoje estamos todos de parabéns, pese embora o facto de muitas das utopias continuarem, ainda, por realizar. Mas continua a valer a pena sonhar...