16 outubro, 2008

Foi-se a alegria.

Noutros fóruns tenho dito várias vezes que não acredito neste seleccionador nacional. Ao cinzentismo de Queiroz, ao seu futebol de certezas matemáticas ( mas o futebol não é, antes de mais, um jogo? ), prefiro mil vezes o tropicalismo mestiço de “Filipão” Scolari, os seus erros tácticos, as suas zurzidelas em jornalistas ignaros, e todos os seus “afilhados”. Mas, pelo menos, divertia-me a ver futebol.



E também será bom não esquecer que Scolari ajudou este País a redescobrir-se, a "achar-se" através do futebol e a libertar-se do fado-tristeza que ancestralmente o assola. Para a história futura ficarão aqueles momentos em que este povo sentiu um grande orgulho em ser português.



Futebol sem imaginação, sem arte, sem alegria, não é futebol ...é trabalho, monótono e aborrecido.

Afinal, ele não sabe...

Carlos Queiroz, após o Portugal-Albânia (0-0):

“...devo dizer, em abono da verdade, que não sei o que fazer mais para ganharmos um jogo”.
Não sabe?... Então o que está lá a fazer?


Chopin - Tristesse - Chanson de L'Adieu






Queiroz, provavelmente, a perguntar ao técnico principal como ganhar um jogo. Para mal da nossa selecção é isso mesmo que nos faz falta: um Técnico Principal, pois adjunto qualificado já lá temos...