Os pensamentos são como as ondas do mar. Vão e vêm, ora suaves, tenuíssimos... ou então rebentam em nós com a fúria das tempestades. São sempre criadores. Como a Sétima Sinfonia do génio de Bona.
20 outubro, 2006
Primeiro aviso à navegação: não sou músico nem toco qualquer instrumento. Nem de uma simples harmónica de boca consigo extrair qualquer coerência sonora. Apenas assobio e gorjeio canções que em mim ficaram impressas. Mas tenho ouvido. Pode dizer-se que sou um melómano. A música foi uma descoberta de jovem adulto, a par com o interesse pelas singularidades da sociedade que me cercava. Aprendi mais democracia nas sinfonias de Beethoven que nos discursos dos políticos. Neste momento, enquanto escrevo, ouço o segundo andamento da 7ª Sinfonia de Beethoven, e tudo se encaixa. Mesmo nos tempos difíceis das injustiças e das dúvidas nunca necessitei de anti-depressivos ou outra qualquer droga. Em Beethoven encontro a força e o sentido vida, Mozart mostra-me como é bom estar vivo e Mahler mexe com o mais íntimo de mim, porque me questiona. A sociedade irrequieta-me, a música aquieta-me.
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