Os pensamentos são como as ondas do mar. Vão e vêm, ora suaves, tenuíssimos... ou então rebentam em nós com a fúria das tempestades. São sempre criadores. Como a Sétima Sinfonia do génio de Bona.
01 julho, 2008
3 - VIENA, CAPITAL DA MÚSICA ... E DO FUTEBOL
No domingo, a Final. Com muita emoção e ritmo, cumpriu-se o futebol. A Alemanha vergou-se à classe espanhola e saiu derrotada, mas, humildemente, reconheceu a superioridade dos iberos. Continuo a pensar que esta Alemanha estava perfeitamente ao alcance de Portugal, se este fosse mais humilde e se Scolari tivesse feito os trabalhos de casa em condições. Resta-nos a alegria da vitória de Espanha, pelo sangue ibérico que nos aproxima.
Perante uns alemães mais “quentes” que o habitual, perturbados e pouco esclarecidos, Espanha com classe, calma e alma foi uma intérprete superior da sua arte. A Europa ficou rendida.
A festa terminou, as emoções regressaram à sua ordem. Então, com classe, calma e alma, Astúrias — lindíssimas — de Isaac Albéniz, interpretada pelo magistral John Williams.
26 junho, 2008
2 - VIENA, CAPITAL DA MÚSICA ... E DO FUTEBOL
Muitos compositores europeus sentiram-se arrebatados pelo encanto e exuberância de Espanha e do seu povo. Transformaram essas impressões em peças musicais que se tornaram famosas e algumas passaram a fazer parte inquestionável de qualquer repertório musical de temática espanhola. Também os grandes compositores russos não fugiram a esse encanto. Tchaikovsky, por exemplo, compôs esta Dança Espanhola para o seu famoso bailado O Lago dos Cisnes.
Hoje, em Viena, a selecção espanhola exibiu-se em grande estilo perante a sua adversária russa. A arte foi primorosa e os artistas estiveram em plano simplesmente magistral. Tenho a certeza que toda a Rússia voltou mais uma vez a encantar-se com esta “dança espanhola”. Será que domingo ouviremos cantar “que viva Espanha"
"El Mundo" - AFP PHOTO / Vincenzo Pinto
1 - VIENA, CAPITAL DA MÚSICA ... E DO FUTEBOL
A Alemanha foi pátria de alguns dos maiores génios da música clássica. São tantos os que constituem o seu Panteão de músicos que é difícil a todos enumerar. Desde os mais alegres e divertidos aos mais sérios e circunspectos, de tudo a Alemanha nos ofereceu. Mas ontem a música apresentada perante a Turquia foi do mais puro eruditismo e fiabilidade. Uma obra imaculada e precisa.
Johann Christoph Pachelbel, alemão de Nuremberg também assinou uma obra magistral. Este Canon.
23 junho, 2008
Oposição zimbabwiana desiste das eleições.
Ao execrável Mugabe dedico esta música, que talvez lhe amenize os ouvidos cheios de gritos de inocentes liquidados às suas ordens. God Bless Africa, ou melhor God Bless Zimbabwé, pois creio que um dia a paz e fraternidade lá chegarão. God Bless Zimbabwé, retira-te, para sempre, Mugabe.
25 abril, 2008
Foi há 34 anos, lembram-se?

Foi há 34 anos, lembram-se? Uns lembram-se perfeitamente, como se fosse hoje; outros têm uma lembrança vaga por acção da sua, então, juventude; outros, que nasceram livres depois desse ano, possuem uma vaga ideia de um ano - do qual os pais falam – em que algo de importante aconteceu. E aconteceu mesmo...
Julgo que o dia 25 de Abril de 1974 passei-o em cima do meu cavalo “Fardo” em missão de APSIC (acção psicológica) com o meu Pelotão, no leste de Angola. Quando entrei a porta de armas do quartel do Munhango, um ou dois dias depois, o soldado de serviço disse-me que algo se passara na metrópole. O Marcelo Caetano estava preso, tinha havido uma revolução. Assim o dizia a BBC. Poucos dias depois chegou a confirmação oficial – a guerra terminara.
Do que me lembro da altura com mais precisão, é da cara de espanto e indecisão estampada no rosto dos alferes e furriéis milicianos do 2º Esquadrão de Cavalaria do G.CAV 1 estacionado no Munhango. Nós que tínhamos nascido, crescido, estudado em Angola, lá onde estavam as nossas famílias, sentíamo-nos extremamente confusos. Lembro os olhares de dúvida que assaltaram o rosto de todos aqueles jovens milicianos. Recordo-me perfeitamente.
Passados estes anos, valeu a pena? Claro que valeu a pena. Separámo-nos, uns vieram para Portugal, como eu, outros continuaram na sua terra, prosperaram. Alguns já morreram, uns cá outros lá. De doença, acidente ou mesmo vítimas da outra guerra – saudades, Valdemar Chindondo – pelos quais verto lágrimas que se não vêem. Mas hoje meus irmãos de Angola, já podemos cantar sem medo eles comem tudo, eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada ...
08 novembro, 2007
21 outubro, 2007
Pedra Filosofal
Um poema de António Gedeão.
Eles não sabem que o sonho / é uma constante da vida
tão concreta e definida / como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta / em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso / em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos / que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam / em bebedeiras de azul.
Eles não sabem que o sonho / é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento, / de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo / num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho / é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel, / arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral, / contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia, / que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante, / rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista, / que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim, / florete de espadachim,
bastidor, passo de dança, / Colombina e Arlequim,
passarola voadora, / pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva, / alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar, / ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão / na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham ,/ que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha / o mundo pula e avança
como bola colorida / entre as mãos de uma criança.
O clima a mudar - 2
O mundo "…enfrenta a problemática do direito humano à água e a exigência de políticas públicas para enfrentar esta realidade" , já...
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