O Rio de Janeiro, o Brasil e a América do Sul merecem.
Os pensamentos são como as ondas do mar. Vão e vêm, ora suaves, tenuíssimos... ou então rebentam em nós com a fúria das tempestades. São sempre criadores. Como a Sétima Sinfonia do génio de Bona.
03 outubro, 2009
01 outubro, 2009
Falou, insinuou, nada explicou.
Afinal o Presidente fala. Mas bem pior que o facto de não ser dotado para a função, - retórica e não só - cala-se quando devia falar, abre a boca quando seria preferível mantê-la fechada. Mas houve um momento em que gostei de o ver abrir a boca e ser genuíno ...
Mas, falar por falar, palavras por palavras, prefiro...
23 abril, 2009
Dias da Música
Este fim de semana no CCB, em Lisboa.


Vamos até lá tentar esquecer os gloriosos dias da fenecida Festa da Música.
Este ano o tema é A Herança de Bach.
Teremos então muito Bach, mas também, Beethoven (atenção para domingo dia 26, no Grande Auditório, às 17 horas, a Sétima Sinfonia, pela Orquestra de Câmara Portuguesa, com direcção de Pedro Carneiro), Mozart, Haydn, Schumann, Britten, Brahms, Mendelssohn, Shostakovich ...
Muita música e para todas as idades. As actividades para os mais novos são aliciantes.
Música para ouvir, ver, saborear, cheirar... um regalo para os sentidos, e com preços convidativos.
O melhor é consultar o programa.
Livros inquietos.

Dia Mundial do Livro. A propósito ...
Há livros de que até gostamos quando os lemos pela primeira vez, mas aos quais raramente voltamos. Acabam arrumados na estante e só em poucas ocasiões saem do seu lugar. Sabemos quem são, reconhecemo-los quando corremos os olhos pelas lombadas, relembramos uma ou outra passagem, mas ficam lá, sossegados.
Outros livros têm um estatuto especial, porque nos tocaram de alguma forma, porque tiveram o condão de nos impregnar e quase serem parte de nós, porque nos ensinaram a olhar e a sentir. Estes livros especiais, ao contrário dos outros, são livros inquietos. Estão pouco tempo arrumados, saltam constantemente da estante para a mesa trabalho, seguem-nos até ao sofá da sala, vão até ao quarto e dormem ao nosso lado, na mesa-de-cabeceira, perseguindo-nos nos sonhos. Até têm o privilégio de saírem amiúde da sua prisão domiciliária e acompanharem-nos, em calmos passeios, ao jardim público ou até à mesa do bar habitual, na fragrância de um café.
- As Vinhas da Ira – John Steinbeck
- A Um Deus Desconhecido - John Steinbeck
- O Fio da Navalha – W. Somerset Maugham
- Por Quem os Sinos Dobram – Ernest Hemingway
- As Verdes Colinas de África - Ernest Hemingway
- O Som e a Fúria – William Faulkner
- A Curva do Rio –V. S. Naipaul
- Cem Anos de Solidão – Gabriel Garcia Marquez
- Os Maias – Eça de Queiroz
- O Aleph – José Luís Borges
- O Estrangeiro – Albert Camus
- Os Versículos Satânicos – Salomon Ruschdie
- O Pêndulo de Foucould – Umberto Eco
- A Criação do Mundo – Miguel Torga
- A Serpente Emplumada – D. H. Lawrence
- Palomar – Italo Calvino
- Memorial do Convento – José Saramago
- Os Centuriões – Jean Lartéguy
- Siddhartha – Hermann Hess
- O Lobo das Estepes – Hermann Hess
A ordem da lista é aleatória, ou talvez não... Foi feita ao critério da memória, o que poderá levar a outras interpretações pseudo-psicológicas. E como a memória é o que é, amanhã, de certeza, irei notar a falta de alguns, aquando mais uma das minhas intermináveis e inconsequentes arrumações da biblioteca. Porque existem livros inquietos...
Os ensaios são mais versáteis, andam na corrente dos interesses de momento e estão em constante mutação. Mas os disciplinas não são muitas: Sociologia, História e Antropologia, e dentro destas áreas, em especial, as dedicadas à Arte, à Religião e à Arquitectura.
À parte estes, muitos livros dedicados a África - à sua história passada e recente, aos seus povos e sociedades, à sua cultura e ao seu futuro.
17 fevereiro, 2009
Giordano Bruno

Giordano Bruno, nascido em Roma em 1548, foi queimado neste dia 17 de Fevereiro na fogueira da Inquisição romana, decorria o ano de 1600, acusado de heresia. Bruno foi um pensador que, ao contestar a Santíssima Trindade, foi rotulado de herege pela Igreja, tendo, por este motivo, abandonado o hábito dominicano — em cuja Ordem se tinha doutorado em teologia.
Defensor do humanismo a sua obra viria mais tarde a influenciar o pensamento filosófico de Espinoza.
Mais uma vítima da intolerância de alguns que, ontem como hoje, se julgam donos das ideias e guardiães da sociedade. Neste século em que a intolerância, em vez de banida, assume novas e tão variadas formas, talvez faça bem recordar a história.
18 novembro, 2008
A Universidade Portuguesa entre 17 países desenvolvidos.
Somos cidadãos de um País que se lamenta por tudo e por nada, em qualquer sítio e em qualquer altura. Além disso existe na epiderme desta sociedade um manifesto sentimento de inferioridade que salta cá para fora ao mais pequeno ensejo. Somos sempre os piores em comparação com o que é estrangeiro. Em quase tudo — a excepção é o futebol, com os seus picos de bestiais e bestas — o nosso sentimento, ou pelo menos, a expressão do mesmo, é de que tudo aquilo que por aqui se faz é inferior ao que é feito noutros países. Para a maioria dos portugueses basta atravessar a fronteira e estamos num outro mundo, logo mais desenvolvido e civilizado.
É o nosso “fado” dizem alguns. Melhor seria que a canção nacional passasse a ser o fandango...
Como é de esperar, também a nossa Universidade — se perguntado a qualquer nativo — parece ser a pior que existe, no mundo e arredores. Parece. E no entanto percebe-se que não é.
Burros, mas não tanto!...
Luís de Freitas Branco, "Fandango" da Suite Alentejana nº 1
É o nosso “fado” dizem alguns. Melhor seria que a canção nacional passasse a ser o fandango...
Como é de esperar, também a nossa Universidade — se perguntado a qualquer nativo — parece ser a pior que existe, no mundo e arredores. Parece. E no entanto percebe-se que não é.
Burros, mas não tanto!...
Luís de Freitas Branco, "Fandango" da Suite Alentejana nº 1
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