Com fogo de artifício e uma marcha que se tornou um ícone deste dia.
Os pensamentos são como as ondas do mar. Vão e vêm, ora suaves, tenuíssimos... ou então rebentam em nós com a fúria das tempestades. São sempre criadores. Como a Sétima Sinfonia do génio de Bona.
01 janeiro, 2010
04 outubro, 2009
03 outubro, 2009
Que Cavalos São Aqueles Que fazem Sombra no Mar?
Saiu o 24º romance de António Lobo Antunes. Se já é habitual os títulos de ALA serem desconcertantes, este tem a particularidade de me inquietar de forma estranha. Ando com esta frase, desde o primeiro dia que a ouvi, agarrada ao pensamento como lapa na pedra. Tenho de me libertar e saber que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar. Há muito que o título de um livro não me intrigava tanto.

«A acção decorre no Ribatejo, numa quinta onde se criam toiros.
A mãe está a morrer e cada um dos filhos fala e conta a sua história, que se cruza com a história dos outros.
Francisco, que odeia os irmãos e espera apropriar-se de tudo quando a mãe morrer; João, o preferido da mãe, pedófilo, que engata rapazinhos no Parque Eduardo VII; Beatriz, que engravidou e teve de casar cedo; Ana, a mais inteligente, drogada e frequentadora dos mais sinistros lugares onde se trafica droga.
Há ainda a figura do pai, que vai perdendo ao jogo a fortuna da família, na obsessão de que o número 17 lhe há-de trazer a sorte.
E finalmente Mercília, a criada que os criou a todos e que sabe todos os segredos.»
(Dom Quixote)

«A acção decorre no Ribatejo, numa quinta onde se criam toiros.
A mãe está a morrer e cada um dos filhos fala e conta a sua história, que se cruza com a história dos outros.
Francisco, que odeia os irmãos e espera apropriar-se de tudo quando a mãe morrer; João, o preferido da mãe, pedófilo, que engata rapazinhos no Parque Eduardo VII; Beatriz, que engravidou e teve de casar cedo; Ana, a mais inteligente, drogada e frequentadora dos mais sinistros lugares onde se trafica droga.
Há ainda a figura do pai, que vai perdendo ao jogo a fortuna da família, na obsessão de que o número 17 lhe há-de trazer a sorte.
E finalmente Mercília, a criada que os criou a todos e que sabe todos os segredos.»
(Dom Quixote)
Roberto Bolaño - 2666

Comecei a ler "2666". Não é tarefa leve, porque, para além das suas mais de mil páginas, exige leitura atenta e ponderada. As primeiras cinquenta páginas deixam-me a inquietude das longas horas de vigília que se seguirão. Caminhemos.
Deixo aqui o comentário de quem já o leu:
«Eu acho que Roberto Bolaño é uma grandes revelações da literatura do nosso tempo. 2666 é a redescoberta do extraordinário poder do romance e da literatura. (...) Depois de ter lido Bolaño a nossa vida muda um pouco. Quer dizer, não se pode esquecer aquilo que ele deixou escrito, e que é uma tempestade, uma torrente, um delírio - como deve ser a literatura.»
Francisco José Viegas, director editorial da Quetzal, em declarações à Lusa.
01 outubro, 2009
Falou, insinuou, nada explicou.
Afinal o Presidente fala. Mas bem pior que o facto de não ser dotado para a função, - retórica e não só - cala-se quando devia falar, abre a boca quando seria preferível mantê-la fechada. Mas houve um momento em que gostei de o ver abrir a boca e ser genuíno ...
Mas, falar por falar, palavras por palavras, prefiro...
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